quarta-feira, 9 de maio de 2012

JÚLIO POMAR

Serigrafia
43,5x35,5cm
1.250,00 €


Nasceu em Lisboa em 1926.
Frequentou as escolas superiores de Belas Artes de Lisboa e Porto.
A sua primeira exposição individual realizou-se em 1947 na cidade do Porto. Desde então tem realizado exposições principalmente em Lisboa e Paris, onde reside desde 1963.

Exposições Individuais (selecção)
1947 Pomar, 25 desenhos, Galeria Portugália, Porto
1950 Pomar (pinturas, desenhos, esculturas e cerâmicas), Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa
1951 Pomar (pinturas, desenhos, esculturas e cerâmicas), Galeria Portugália, Porto
1952 Pomar (desenhos, monotipias, cerâmicas), Galeria de Março, Lisboa
1956 Vidros, com Alice Jorge, Galeria Rampa, Lisboa
1960 Pomar – Obras sobre o tema de D.Quixote, Galeria Gravura, Lisboa
1962 Júlio Pomar, Galeria Diário de Notícias, Lisboa
1963 Júlio Pomar, Galeria Diário de Notícias, Lisboa
1964 Júlio Pomar,Tauromachies, Galeria Lacloche, Paris
1965 Júlio Pomar, Les Courses, Galeria Lacloche, Paris
1966 Júlio Pomar,Obras Recentes (1963-1965), Galeria de Arte Moderna da SNBA, Lisboa
1967 Júlio Pomar, Gravuras 1956-63, Galeria Gravura (exposição comemorativa dos dez anos de «Gravura»), Lisboa
Pomar - Desenhos para Pantagruel, Galeria 111, Lisboa
1973 Pomar 69/73, Galeria 111, Lisboa
1978 Júlio Pomar,L’Espace d’Eros (pinturas e desenhos), Galeria La Différence, Bruxelas
Exposição Retrospectiva, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Centro de Arte
Contemporânea, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto; Maison de la Culture de
Wolluwe Saint-Pierre, Bruxelas (selecção, 1979).
1979 Pomar, Théâtre du Corps – vingt peintures récentes , Galeria Bellechasse, Paris
Pomar, Trabalho de Férias («assemblages» e desenhos para Corpo Verde), Junta de Turismo da Costa do Estoril, Cascais; Galeria de Arte Moderna, SNBA, Lisboa
1981 Júlio Pomar(pinturas e desenhos), Galeria Glemminge, Glemmingebro, Suécia
Pomar, Les Tigres – peintures récentes,Galeria Bellechasse, Paris
1982 Pomar - retratos desenhados dos anos 70, Galeria Glemminge, Glemmingebro, Suécia
Pomar, Os Tigres (pinturas, desenhos, azulejos), Galeria 111, Lisboa
1984 Pomar, Ellipses – peintures récentes, Galeria Bellechasse, Paris
Pomar, 1 ano de desenho – 4 poetas no Metropolitano de Lisboa, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
1985 Pomar, Lembrança de Bocage (desenhos), Casa de Bocage, Setúbal
Pomar, Páginas de Álbum – Desenhos de Bichos, Clube 50, Lisboa
Pomar, Raptos de Europa e 7 Histórias Portuguesas,Galeria 111, Lisboa
1986 Pomar - Exposição Antológica, Museu de Arte de Brasília; Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo; Paço Imperial do Rio de Janeiro com a colaboração do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1987)
Júlio Pomar (desenhos), Galeria d’Arte, Vilamoura
1987 Pomar, O Gran’Circo Lar (20 desenhos para o Circo de Brasília), Galeria Paulo Figueiredo, Brasília; Galeria Ana Maria Niemeyer, Rio de Janeiro; Galeria Paulo Figueiredo, São Paulo
Júlio Pomar (desenhos), Galeria Gilde, S.Torcato, Guimarães
1988 Pomar, Os Mascarados de Pirenópolis, ARCO, Madrid (Galeria 111);Galeria111,Lisboa
Pomar (desenhos), Galeria da Universidade, Braga
1989 Júlio Pomar - Exposição Antológica de Pintura, Galeria do Leal Senado, Macau
1990 Pomar, Los Índios, ARCO, Madrid (Galeria 111, Lisboa)
Pomar/Brasil, Palácio Gustavo Capanema, Rio de Janeiro; Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo; Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
Pomar, Les Indiens, Galeria Georges Lavrov, Paris
1991 Pomar et la Littérature, Hôtel de Ville de Charleroi, Bélgica
Publicação de Les Mots de la Peinture, ed. De la Différence, Paris
1992 Pomar – Anos 80, Galeria Trem, Câmara Municipal de Faro
1993 Pomar – Anos 80 (exposição itinerante), Galeria Municipal de Almada; Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante; Museu Grão Vasco, Viseu; Museu José Malhoa, Caldas da Rainha; Cooperativa Árvore, Porto; Palácio Galveias, Lisboa
Caracóis, azulejos, Galeria Ratton, Lisboa
1994 Fables et Portraits, Galeria Gérald Piltzer, Paris
O Paraíso e outras Histórias/Paradise and other Stories, Lisboa’94 – Capital Europeia da Cultura, Culturgest, Caixa Geral de Depósitos, Lisboa
1996 Cinco Figuras de Convite, azulejos, Galeria Ratton, Lisboa
L’Année du Cochon ou Les Méfaits du Tabac, Galeria Piltzer, Paris
1997 D.Quixote por Júlio Pomar (1958-97), Bienal de Cascais, Centro Cultural da Gandarinha, Cascais
Peinture et Amazonie, Festival de Biarritz
Les Joies de Vivre, GaleriaPiltzer, Paris
1998 Desenhos de Júlio Pomar – Colecção de Ernesto de Sousa Anos 40, Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira
Júlio Pomar - Os Aforismos Mágicos de António Osório e outros Livros de Poemas, Casa Fernando Pessoa, Lisboa
Os Azulejos de Júlio Pomar: Estudos, Lembranças, Provocações, Biblioteca Municipal Calouste Gulbenkian, Ponte de Sor
Pomar - Obra Gráfica, Cinco Linhas Temáticas, Maia, Cascais e Cantanhede
Painel Rei Salomão/Tribunal da Moita, Galeria Lino António, Escola António Arroio, Lisboa
1999 Ulisses e as Sereias, Pintura e Tapeçarias,Galeria da Manufactura e Tapeçarias de Portalegre, Lisboa Júlio Pomar-Os Aforismos Mágicos de António Osório e outros Livros de Poemas, Casa Fernando Pessoa, Lisboa
Obra Gráfica-O Povo, A Festa, Eros, Animais Sábios, Ficções, Casa Municipal da Cultura, Cantanhede
Alguns Touros de Júlio Pomar, Clube Vilafranquense, Vila Franca de Xira Júlio Pomar-Obra Gráfica, Arquivo Distrital de Leiria
La Chasse au Snark, l’Entrée de Frida Kahlo au Paradis, Contes Moraux, Galeria Piltzer, Paris
Júlio Pomar, Obras da Colecção Manuel de Brito, Fundação Oriente, Macau
2000 La Chasse au Snark, l’Entrée de Frida Kahlo au Paradis, Contes Moraux, Galerias Salander-O’Reilly, Nova Iorque

ALEXANDRE CORREIA

Aguarela
21x31 cm
180,00 €


Alexandre Correia
Desenhador profissional de veículos de recreio, teve nas artes plásticas uma actividade secundária e residual. São escassas as obras conhecidas da sua autoria. Desenhava no café, com pontas de fósforos e coloria os desenhos com borras do café.

HENRIQUE TAVARES


 
“Mulher de Cabelo Vermelho”
Aguarela
48x32 cm
500,00 €
“Paisagem Abstracta”
Aguarela
48x32 cm
500,00 €
“Mulher Verde”
Aguarela
48x32 cm
500,00 €
“Mulher Branca”
Aguarela
48x32 cm
500,00 €

Tinha um ar de tal modo envolvente que ao primeiro aperto de mão era como se já fôssemos companheiros de qualquer coisa desde há muito tempo. Mostrava-nos a meia dúzia de quadros novos que trazia debaixo do braço, desafiando-nos a declarar se não eram obras primas, fruto de inspirações inimaginadas.
Nunca conseguíamos deixar de comprar uma ou duas das obras a que conseguíamos encontrar sempre novos encantos. Parte das obras víamo-las, ao fim da tarde, num dos cafés mais frequentados da cidade, leiloados a pataco, porque o autor não regressava a cada com nenhuma delas.
Depois Henriques Tavares desaparecia por uns tempos. Ia para casa pintar. Depois ia até Coimbra vender pelos escritórios e cafés. E a Lisboa. Só depois voltava ao Porto, de escritório em escitório peregrinando sempre pelos mesmos sítios, com o mesmo convencimento de sempre, a festejar as musas tão generosas. Quantas colecções ficaram por aqui, em escritórios de advogados, consultórios médicos, secretarias notariais...
Até que sem que ninguém desse por isso deixou de aparecer. Volta e meia alguém ainda se lembra: «Aquele pintor que aparecia por aí...»

JORGE GUMBE

Serigrafia
42x30 cm
150,00€
(preço sem moldura)



Jorge Gumbe
Artista plástico angolano, Jorge Gumbe nasceu em 1959, em Dembos (Angola).

Entre 1972 e 1976, estudou Artes Visuais, na Escola Industrial de Luanda e, em 1978, frequentou o Curso de Instrutores de Artes Plásticas, na Secretaria de Estado da Cultura. Em seguida, partiu para Cuba, onde se graduou, em 1981, em Pintura e Desenho, na Escola Nacional de Arte de Havana.

Em 1984, fez um estágio de Pedagogia de Arte, Cor e Forma, na Konstfackskolan, Instituto Superior de Arte de Estocolmo (Suécia) e, em 1987, frequentou o Curso Internacional sobre Política Cultural e Cultura de Massas, no Institui Für Weiterbildung der DDR (Instituto de Formação e Qualificação de Dirigentes do Ministério da Cultura da República Democrática Alemã), em Berlim.

Entre 1985 e 1986, exerceu o cargo de secretário-geral da União Nacional de Artistas Plásticos, foi director da Escola Média de Artes Plásticas do Instituto Nacional de Formação Artística e Cultural, director da Secretaria de Estado da Cultura e professor de Desenho Básico Tridimensional e Pintura. Em 1985, decorou as instalações do Consulado de Angola, no Congo.

Em 1986, Jorge Gumbe foi convidado pela Autoridade Alemã de Intercâmbio Académico da República Federal da Alemanha para conhecer alguns museus e galerias, assim como para relacionar-se com outros artistas plásticos nas cidades de Bona, Colónia, Dusseldorf, Munique, Asch, Estugarda e Frankfurt; em 1998, foi convidado pela União Federal de Artistas Jugoslavos, onde pintou vários quadros.

Em 1994, o artista licenciou-se em Educação Visual e Tecnológica, pela Escola Superior de Educação de Viana do Castelo, em Portugal.

Realizou exposições em vários países, entre eles a Roménia, Brasil, Suécia, França, Portugal, União Soviética, Congo e Senegal. Em 1996, recebeu o Prémio Ensa de Pintura.

MÁRIO EMÍLIO

Guache
20x21 cm
470,00€

“Com Amadeu Costa, dez anos depois - A Arte e os Artistas”

Mário Emílio
1948 - Coimbra, Primeiro de Janeiro – Pintura. *
1953 – Braga, Comissão Municipal de Turismo – Pintura.
1953 – Santo Tirso, Assembleia – Pintura.
1958 – Espinho, Salão Nobre da Piscina Solar do Atlântico – Pintura.
1969 – Guimarães, Convívio – Cerâmica.
1970 – Elvas, no 1.º Salão – Escultura.
1970 – Lagos, no 1.º Salão – Escultura.
1970 – Barcelona, integrado na Representação Portuguesa da III Bienal Internacional de Desportos em Belas Artes.
1971 – Barcelona, na Amostra Plástica Actual na Galeria Nepence – Escultura.
1972 – Madrid, Exposição Permanente na Época 72 – Cerâmica; Galeria Novarte – Pintura.
1973 – Barcelos, Solar dos Pinheiros – Escultura.
1973 – Póvoa de Varzim, Salão do casino – Cerâmica.
1984 – Porto, Art Gallery Row Cotton Importers Association – Pintura.
1984 – Ponte de Lima, II Meeting Galaico-Minhoto «Museu dos Terceiros».
1985 – Londres, International British Art in the City – Pintura.
1986 – Porto, Galeria 1316 – Pintura.
1986 – Guimarães, Sociedade Martins Sarmento – Desenho.
1987 – Paris, Galeria Art-Vie – Desenho.
1988 – Lisboa, Sociedade nacional de Belas-Artes – Convívio 88 – Pintura.
1994 – Valença, Salão de Exposições Municipal de Valença – Pintura.
1995 – Maia, Fórum da Maia – Pintura.
1997 – Viana do Castelo, Galeria do arquivo Municipal – Pintura/ Desenho.
1998 – Ponte de Lima, Comissão de Turismo – Pintura.

Representado em inúmeras colecções particulares de Espanha, França, Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Venezuela.
Museus: Nacionais Soares dos Reis, no Porto; Machado de Castro, Coimbra; Museu Martins Sarmento, Guimarães.
Faz parte dos Artistas Portugueses que constam do «Portuguese 20th Century Artists» A Biographical Dictionary


“Conheci bem Amadeu como Homem e como artista. Como os verdadeiros artistas nunca morrem a prova está que continua a viver no nosso presente.”

PAULO OSSIÃO

 
Aguarela
600,00 €

Azulejo
42x28 cm
600,00€

“Paisagem Porto”
Serigrafia
70x49 cm
400,00 €

Nascido me Lisboa em 1952.
Prémios:
1981 – Menção Honrosa de Mérito Olissiponense no Palácio Foz;
1981 – 1º prémio de Aguarela atribuído pelo Rotary Club de Sintra;
1981 – Menção Honrosa no 2º Salão de Outono do Casino Estoril;
1982 - Menção Honrosa no 3º Salão de Outono do Casino Estoril;
1983 – 1º prémio de Aguarela atribuído pelo Rotary Club de Sintra;
1983 - Menção Honrosa no 4º Salão de Outono do Casino Estoril;
1984 - Menção Honrosa no 5º Salão de Outono do Casino Estoril;
1985 - Menção Honrosa no 6º Salão de Outono do Casino Estoril;
1987 – Prémio Câmara Municipal de Oeiras e Premio Região de Turismo do Nordeste Transmontano, no 7º Salão de Outono do Casino Estoril;
1987 – 1º Prémio de Aguarela atribuído pelo Rotary Club de Sintra;
1988 – Membro do Instituto Europeu de Aguarela;
1990 – Prémio Carlos Botelho atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa.

Exposições Individuais:
1984 – A Galeria, Cascais
1985 – Galeria Igoper, Lisboa
1985 – Club Jardins da Arrábida, Porto
1985 – Galeria Grade, Aveiro
1985 – Atrium da Imprensa, Lisboa
1986 – Galeria do Hotel Albatroz, Cascais
1986 – Galeria R 75, Lisboa
1986 – Atrium da Imprensa, Lisboa
1987 – Galeria de Arte do Casino Estoril, Estoril
1988 – Biblioteca Nacional, Lisboa
1989 – Galeria A Janela Verde, Lisboa
1989 – Galeria Holly, Lisboa
1990 – Galeria de Arte do Casino Estoril, Estoril
1991 – Galeria R 75, Lisboa
1991 – Galeria de Arte do Casino Estoril, Estoril
1992 – Galeria Holly, Lisboa
1992 – Galeria Neupergama, Torres Novas
1992 – Galeria Arte Vária, Coimbra
1993 – Galeria A Janela Verde, Lisboa
1993 – Galeria Triângulo 48, Restelo
1994 – Palácio Beau Séjour, Lisboa
1994 – Galeria S. Francisco, Lisboa

Algumas Exposições Colectivas:
1981 e 1984 no Palácio Foz
1981 e 1983 no Museu Regional de Sintra
1981 e 1992 no Casino Estoril
1983, 1984 e 1985 na Galeria Grade
1984 – Cascais
1985 – Rio de Janeiro
1985 – “Vinte Pintores Portugueses em Madrid”
1986 – “Homenagem a António Inverno”
1986 – em Leiria
1987 – “Conferência das Capitais do Mundo” Otawa no Canadá
1987 – Bruxelas
1987 e 1988 – Ditec, Lisboa
1988 – Praga
1988 – Multiface, Lisboa
1988 – Forum de Arte Picoas
1988 – Forum Artejo nos Jerónimos
1988 – Bruxelas
1988 – Galeria Artela, Lisboa
1988 – Salão de Outono de Paris, Paris
1988 – Galerie Espace Laser, Paris
1989 – Forum de Arte das Picoas
1989 – Haia, Holanda
1989 – Antuérpia, Bélgica
1990 – AIP – Porto
1990 – Luxemburgo
1990 – Antuérpia, Bélgica
1991 – Lisboa, Palácio Galveias “Lisboa Sec. XX nas Artes Plásticas”
1991 – Bank of Ireland, Dublin e Belfast
1992 – “Homenagem a Tomás de Melo”, Casino Estoril
1993 – Livraria Barata, Lisboa
1993 – Galeria S. Francisco, Lisboa
1993 – Arte Jovem – Casino Estoril
1994 – Galeria Forma – Braga
1994 – Livraria Barata - Lisboa

LÍDIA MARTINÉZ

“Pássaro de bico vermelho”
Guache
37x22 cm
370,00€
“Mulher”
Guache
34x29 cm
370,00€


Nasceu em Lisboa em 1952.
Licenciada em Artes Plásticas pela Escola das Artes Decorativas de Lisboa.
Frequentou os cursos de Pintura e Escultura da Escola Superior de Belas Artes (Lisboa e Paris).
De 1978 a 1983 trabalhou o gesto na Escola Magénia.
Expôs:
1970 – Galeria Carlos, Salão Primavera;
1972 – Salão de Outono;
1977 – Galeria de Arte Moderna de Lisboa;
1978 – Pintura Portuguesa em Bretigny – Salão de Pintura Jovem em Paris – Galeria Arte Moderna de Lisboa;
1979 – Salão de Pintura Jovem;
1980 – “Ano portraits de Femmes” Galeria Alain Gudin – “Autoun d’ une Marelle” Galeria Alain Gudin;
1983 – Espaço Critico – Diagonal;
1984 – Teatro da Arte (Clichy);
1985 – Cinquentenário da morte de Fernando Pessoa no teatro Rutebenf (Clichy);
1986 – Cultura Portuguesa, em Paris, Galeria Renoir – Centro Culturas das Descobertas de Lisboa;
1987 – Galeria Etiene de Causans (Paris);
1989 – C. G. D. (Paris);
1990 – Mairie de Paris;


ARMANDO ALVES

“Justiça”
Serigrafia
52x35 cm
275,00 €


Traz nos olhos a largura amplíssima da charneca alentejana e rodeia os gestos de uma calma melancólica, de fim de tarde. Estamos com Armando Alves. Pressente-se o reconhecimento do avizinhar da noite e faz-se desejar o interior da paisagem, a sua intimidade. No Alentejo ele nasceu. Ali conheceu terra e luz, homens e bichos. Embora radicado no Porto, do torrão não se despega. É a motivação dos seus quadros, diz. Mas para além do pretexto, «tem de acontecer a pintura», acrescenta.


De facto, entrevistado em 1983, advertia Armando Alves: «a pintura não é só motivação. É também acto: quadro, realização. E, aí, as coisas complicam-se de verdade».
No atelier do artista, conversando, vamos tentar descomplicar as coisas o mais possível. Estamos num rés-do-chão de prédio ainda novo. Vasco Graça Moura, que há meses nos precedeu, situa-o «ali para a Quinta Seca, ao descer da Circunvalação para Matosinhos». À entrada, o visitante passa entre quatro telas, duas de cada lado e uma de cada um de «Os quatro Vintes». Em estantes próximas, colecções de barros de Estremoz, o sabor da terra natal. Diversas pinturas inacabadas, de grandes dimensões, poisam ao acaso. Armando anda com elas às voltas desde há tempo: pinta-as e repinta-as, teimam-lhe em não ficar prontas. Outras quatro estão em fase de execução com vista a «bienal» em Espanha.
Naquela mesma entrevista, de 1983, publicada inédita no álbum «Aproximação ao silêncio» (1987), Armando Alves explica-se: «O que pretendo transmitir não é, nunca foi, uma paisagem naturalista, mas sim toda a «carga» de impressões, sentimentos, conhecimentos». (…) «Exemplos? Um cheiro. Um sabor a terra molhada. O calor que se inscreve num gesto que pode ser um rumor de vento, de pássaro… Sim: eis o que movia. Pequeninas coisas de um quotidiano familiar a que não é estranha a relação com o outro e a riqueza sempre renovada que vem dessa relação».
Num breve relance, o artista resume a sua evolução pictórica de uns bons 30 anos, os primeiros quadros de índole figurativa com laivos cubistas, depois as abstracções e logo, em sucessão, composições com recurso a cores puras e luminosas, a fase do Arco-Íris, uma entrega total à cor e à criação de transparências, atmosferas, paisagens que sentimos a respirar como nós, ao nosso hálito.
Enfim, depois das hesitações iniciais, da exploração e apropriação da linguagem plástica, Armando Alves segue um caminho, o seu. Marca-o a coerência: o artista fala-nos da necessidade conseguir uma recriação das coisas com sinceridade, procurando realçar com intensidade os valores universais. Ouvimo-lo:
«Tenho que tornar cada quadro numa obra de arte em elementos de composição, cores, etc., independentemente de aquilo que a motivou, do seu ponto de partida. Ele tem que falar a um japonês como falará a um alentejano.»
Armando diz que sempre sentiu a arte «de uma forma romântica, com atitude séria», até por causa das circunstâncias difíceis do tempo e lugar onde começou. Ele, tal como outros artistas – recorda -, teve que arranjar outras formas de sobreviver, recorrendo ao ensino, às artes gráficas, etc. Num desabafo: «Gostaria de só ter pintado na vida, porque é muito mais difícil fazer tudo o que eu fiz».
Vasco Graça Moura, no álbum citado, refere-se a um «Armando Alves professor da ESBAP, decorador, galerista, fotógrafo, autor de posters, panfletário, gráfico, desenhador, sei lá…». Quanto à função de galerista (desde fins de 1986), justifica-a: «Entendi que ela (a galeria) suprimia determinadas lacunas existentes na cidade e procurei imprimir-lhe uma dinâmica especial para dignificar os artistas e o público ao qual a arte se dirige.»
O atelier envolve-se no sossego do exterior. A luz espalhada infiltra-se por telas verticais dispostas perto dos vidros. Armando evoca-se, enquanto aluno da ESBAP, na distante transição dos anos 50-60, fala da «sorte» de ter tido bons professores (Dordio, Augusto Gomes, Resende, Sousa Felgueiras) e colegas, dos ateliers que com estes teve desde o primeiro ano escolar. Aí aprendeu «a tal oficina», como se fazem as coisas. Mais tarde, na docência, procurou transmitir esse saber, incentivando a aprendizagem, a necessidade das descobertas.
«A arte tem de trocar ideias e conhecimentos – diz. – No fundo é comunicação entre as pessoas. Em cada pintura que faço procuro uma superação da anterior. Cada quadro deve ter de facto um elemento novo de composição, para conseguir a evolução que todo o artista deseja.»
A necessidade das descobertas, em suma. Para avançar. A consciência de uma arte sempre sincera e verdadeira face aos elementos de que dispuser em cada caso.
Daí o dizer de Fernando Pernes, impresso também naquele álbum: «De facto, formulada no apelo ao intuitivo, a sua pintura desperta-nos a memória do que de mais longínquo somos e esquecemos. Talvez por isso, estes quadros reconduzem-nos Àquele sentido da arte que apenas raros mestres do humilde e do sublime souberam articular, numa consciência estética, simultaneamente intimista e coral, irmanando a substancialidade telúrica ao mistério lírico.»
No mesmo sentido, poderá ver-se em Armando Alves, dotado com a sua boa corpulência, ou na sua pintura, uma orquestração infinita dos quatro elementos naturais, a terra, o ar, a água, e sol (que é fogo), constantemente recriados, multiformes, policromos e musicais.
Ainda no texto de Vasco Graça Moura, são de sublinhar duas linhas que falam de «um ressentimento quase subliminal das pontes entre o abstracto e o figurativo, entre a caligrafia e a representação» na pintura do artista. E, de Óscar Lopes, também são de reter duas linhas: «Os (seus) quadros vêem-nos e o que neles procuramos é um olhar que nos veja até ao fundo dos olhos e seja mais nosso do que o próprio olhar.»
Armando Alves aprecia especialmente o que os homens de letras têm escrito sobre os seus quadros. Fez até questão de exarar pelo seu punho, na «Aproximação ao silêncio»: «São os escritores, os artistas quem falam melhor do que eu faço, da presença da paisagem do Alentejo, da semente que nasce, do bando de pássaros que revoa na seara…»
A conversa centra-se agora na questão do lugar da nossa crítica de arte. O artista afirma que não há crítica mais severa do que a própria autocrítica. Cortante, prossegue:
«Com toda a sinceridade, ela não me importa nada, não lhe dou grande importância. Não passa de uma série de lugares-comuns em moda. Na crítica, como em arte, há modas, os críticos repetem-se em círculos fechados e isso fá-la morrer à nascença. É bom que haja sempre uma renovação e nós não vemos renovação em lado nenhum. Há excepções, que confirmam a regra.»
Armando considera que os críticos deviam produzir textos claros e acessíveis, não herméticos. Deviam procurar convivência com os artistas, que não têm, pois «não sabem como se faz uma pintura, só de teoria». Acha que «a tal oficina» os habilitaria a escrever de outro modo. Assim, eles «falam do que não entendem ou só entendem de maneira teórica», isto na generalidade dos casos.
A crítica de Armando aos críticos - «meia dúzia de pessoas» - alarga-se: não compreendem os artistas da geração anterior, com provas dadas, favorecendo artistas jovens. Exemplifica com Júlio Resende. «Um grande pintor, não precisa que o digam, mas os jornais são veículos importantes de comunicação, também pode matar-se pelo silenciamento». Armando acrescenta:
«Nos outros países, há mais gente a fazer crítica, aqui há bastante menos, e eles, em círculo fechado, repetem-se, esquecendo que os novos ficam velhos num instante.»
Todavia, o público «sabe o que deve preferir». Sente, porventura, que a obra dos artistas consagrados se desenvolve em coerência e, portanto, eles «não podem dar saltos, acompanhar as modas como se jovens fossem». Enfim, existe hoje um mercado para a arte. Portugal acompanha assim outros países.



Armando Alves, com 52anos, reparte-se actualmente por uma oficina de restauros e molduras, trabalhos de arte gráfica e galeria. A sua pintura fica para os sábados e domingos, ou outros tempos que uma grande disciplina, sua preocupação constante, consegue inventar. Nasceu a 7 de Novembro de 1935, em Estremoz. Concluiu o curso na Escola de António Arroio, em 1954. Passados dois anos expôs pela primeira vez em Lisboa e na Póvoa de Varzim. Concluiu o curso da ESBAP em 1962, sendo convidado para professor assistente. Em 1965 fez a primeira exposição individual no Porto. Constituiu em 1968 o grupo «Os Quatro Vintes», com Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro e José Rodrigues. A sua obra espalha-se pelo país e estrangeiro.

ANTÓNIO SAMPAIO

"Espantalho crucificado"
Serigrafia
39x49 cm
450,00 €
"Paisagem com papagaio"
Serigrafia
38x55 cm
450,00 €
"Paisagem"
Serigrafia
34x40 cm
450,00 €


1916 – Nasce em V. N. Gaia, António Assunção Sampaio;
1932 – Colabora com outros jovens artistas na Exposição Colonial Portuguesa;
1941 – Realiza no antigo salão “Silva Porto” a sua 1ª exposição;
1942 – Participa juntamente com Augusto Gomes e outros artistas na VII Missão Estética em Bragança;
1944 – Finaliza o Curso de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde foi aluno bolseiro e Prémio “Rodrigues Soares”. Ainda estudante fez parte do “Grupo dos Independentes”;
1948 – Em França frequenta a Escola de Belas Artes de Paris, aprendendo a técnica de fresco sob a orientação de Duco de la Haix e as academias “Grand Chaumière” e “Julien” e o Atlier do Pintor André Lothe.
Faz várias exposições individuais no país, na Inglaterra, nos Estados Unidos e participa em quase todas as Bienais de Arte Moderna.
1954 – Funda juntamente com Jaime Isidoro a “Academia e Galeria Domingos Alvarez”;
1954/55 – Orienta a Escola de Cerâmica de Viana do Castelo;
Durante treze anos foi professor na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, no Porto.
Prémios:
1945 – “António Carneiro” 2º Prémio de aguarela na Exposição dos Artistas Metropolitano em Angola, Medalhas da S. N. B. A.;
1952 – “Henrique Pousão” Menção Honrosa (cerâmica) 2ª Exposição de “Arte Moderna” de Viana do Castelo. Medalha de prata no 1º Salão do Algarve, entre outros;
Está representado no Museu Soares dos Reis, Museu Abade de Baçal, Museu de Amarante, Museu da Guarda, Museu de Ovar, Turismo de Matosinhos, e em várias colecções e galerias particulares portuguesas, espanholas, francesas, holandesas, dinamarquesas, norueguesas, norte-americanas, inglesas e brasileiras.


ARIOSTO MADUREIRA

"Mulher"
Serigrafia
53x25 cm
230,00 €

Óleo s/ papel
13x33 cm
350,00 €



Nasceu em Marco de Canavezes em 1951.
Licenciado pelo E. S. B. A. P. foi professor durante os anos que lhe exigia a sua carreira na docência.
Expôs colectivamente na 1ª Exposição Nacional de Jovens Artistas em 1972; em 1984/85 1ª e 2ª Bienal de Arte de Vila de Conde, em todos os Salões de Arte do Rotary Club de Vila Nova de Gaia, Pequeno formato “Cooperativa Árvore” em 1987, em 1988 foi pintor convidado, entre outros, para um atlier de Pintura, realizado na Casa Museu Teixeira Lopes organizado pelo “Italens”.

1989 – Exposição colectiva na E.S.B.A.P.
1992 – Nove Artistas Portugueses – Porto
Expôs individualmente em 1985 na Casa Museu Teixeira Lopes – Vila Nova de Gaia
1986 – Galeria Barredo, Porto; 1987 – Galeria Cosmos - Viana do Castelo; 1990 – Lóios Galeria – Porto; 1992 – Curso de Arte – Genebra em representação da Lóios Galeria; 1993 – Art Miami – em representação de André Art – Galery Holand; 1992 – Art Hamburg/92 em representação da Lóios Galeria; 1993 Art Fiera – Bolonha em representação da Lóios Galeria; 1993 – “Wizo Art Show” Maiami em representação de André Art Galery – Holanda; 1993 – Lóios Galeria Porto; 1993 – André Art Galery – Holanda

Prémios
“Costa Meireles” E.S.B.A.P. na disciplina de desenho vivo.
Prémio de pintura na exposição “Gaia vista pelos artistas” instituído pela Câmara Municipal de Gaia.
Prémio CTT (2º) na exposição de âmbito nacional “Homenagem a Soares dos Reis e Diogo de Macedo” organizada pela Cooperativa “Artistas de Gaia”.
Prémio na medalha comemorativa do 1º Congresso Internacional sobre o Rio Douro.

terça-feira, 8 de maio de 2012

ODETE LOUREIRO

Serigrafia
32x27 cm
150,00€




SÁ NOGUEIRA

"Paisagem Intemporal"
98x69 cm
Nº de Série 163/200
850 Euros

Rolando Augusto Bebiano Vitorino Dantas Pereira de Sá Nogueira, (Lisboa, 19 de Maio de 192118 de Novembro de 2002), foi um artista plástico português.
Seu pai, Augusto Vieira de Sá Nogueira e sua mãe Amélia Dantas Pereira, viveram em África até aos cinco anos de idade de Rolando. Enquanto residiram nesse continente, o artista esteve no colégio Vasco da Gama, como aluno interno.
Em 1942 iniciou o curso de arquitectura na Escola de Belas Artes. Em 1946, desiste do curso de Arquitectura e inscreve-se no curso de pintura, onde conhece João Abel Manta e José Dias Coelho.
Casou com Bina Sá Nogueira, resultando destre matrimónio duas filhas.
Colaborou na Cooperativa de Gravadores Portugueses e mais tarde foi professor de desenho na Sociedade Nacional das Belas Artes.

THOMAZ DE MELLO

"A Justiça"
Serigrafia
33x21 cm
450,00 €


Thomaz de Mello

Thomaz de Mello - de pseudônimo Tom (Rio de Janeiro, janeiro de 1906 - Lisboa, 1990) foi um caricaturista e artista gráfico luso-brasileiro.

Vem para Portugal em 1926 com a companhia de teatro de Leopoldo Fróis. Durante a sua vida explora muitos meios plásticos desde a pintura ao desenho, passando pela banda desenhada, a caricatura, a tapeçaria, o design gráfico, o design de interiores, o design industrial, a cerâmica e outros.

O seu estilo integrava-se na chamada “segunda geração de modernistas”. Em 1937 obteve o “Grande Prémio de Decoração e de Artesanato”, na Exposição de Artes e Técnicas de Paris, e em 1945 recebeu o “Prémio Francisco de Holanda”.

Entre as publicações para as quais trabalhou contam-se a Voz, o Diário da Manhã, e a Ilustração (revista).


ONOFRE VARELA

“Estudo para Retrato do Duque da Ribeira”
Grafite e lápis de cor
34x47 cm
450,00 €
“Duque da Ribeira”
Grafite e lápis de cor
44,5x 62 cm
850,00 €

“Empregado de Café”
Técnica Mista
36x22,5 cm
500,00

Nome Completo: Onofre Martins Varela
Cidade: Rio Tinto
Concelho:Gondomar
Naturalidade: Miragaia, Porto
Data Nascimento: 1944-09-12

Biografia:
Começou a trabalhar aos 14 anos como tipógrafo e ia frequentando a Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, até ser mobilizado para Angola, onde esteve de 1965 a 1968. Aí estreou-se na revista Notícia, com banda desenhada. Na evolução da sua carreira profissional, saltou das litografias para agências de publicidade e destas para os jornais. N’O Primeiro de Janeiro, entrou como maquetista e ilustrador, em 1970.
Ilustrador, Cartunista
Nas revistas e jornais, a sua actividade de escritor enlaça-se com a de ilustrador e caricaturista. Foi responsável gráfico do Notícias da Tarde e de O Jogo. Publicou caricatura em O Tripeiro e em O Comércio do Porto, onde dirigiu graficamente o suplemento “Encontro”. Colaborou com a RTP desenhando em directo no programa Às Dez. Ilustrou manuais escolares e contos infantis da Porto Editora.
Culminou a sua carreira como Ilustrador Principal do Jornal de Notícias ,onde, durante uma década, publicou caricatura, desenhos, textos. Como cartunista fez uma exposição retrospectiva dos seus 25 anos de ilustrador, no Salão Jardim do Coliseu do Porto, 1994. Participou na exposição “Mário Soares visto pelos caricaturistas”, no Palácio de Belém.

Pintor
Participou em diversas exposições colectivas em Espanha, França, Jugoslávia, Turquia, Macau, Dinamarca e Brasil.

Escritor
Publicou os livros Cimbalino Curto (2000) e O Peter Pan Não Existe - Reflexões de um Ateu, Ed. Caminho, 2007. Tem textos e desenhos nas revistas Campismo e Caravanismo, Hobby e nos jornais O Chato, O Olho, A Pantera… Em O Primeiro de Janeiro, escreveu uma rubrica semanal, intitulada “Ovnis Existem”, que durou de 1978 a 1981 (133 artigos). Foi repórter da Quinzena do Porto. Colabora nos jornais O Gaiense, Soberania do Povo (Águeda), Gazeta de Paços de Ferreira e Correio Alentejo.

Actor
Desde 1963 que adora teatro. Nesses espectáculos, ajudava na montagem, pintava cenários, cantava, fazia ilusionismo e imitações. Em 2000, estreou-se na revista 2001 Odisseia do Carago, Sá da Bandeira, Porto. Actuou em três revistas e hoje é actor no grupo amador Cale Estúdio Teatro, de Gaia.

Prémios
1984 - Nações Unidas, logótipo sobre integração de delinquentes / Caricatura - Nos VIII e X Salões de Caricatura de Oeiras e no II Salão Luso-Galaico de Caricatura de Vila Real;
1998 - diploma de Professor Honorífico do Humor, outorgado pela Universidade de Alcalá de Henares (Madrid);
2001 - Prémio Homenagem atribuído pela Caricaturartes, Seixal.

Consta no Dicionário de Personalidades Portuenses do Século XX, Porto Editora, 2001.

PINHO DINIS

“Mulheres”
Serigrafia
32x44 cm
300,00 €


Dinis, Pinho (1921)  

Acervos
Museu de Arte Contemporânea - Lisboa (Portugal)
Museu Machado de Castro - Coimbra (Portugal)
Museu Soares Reis - Porto (Portugal)
Museu Nacional de Belas Artes, MNBA - Rio de Janeiro RJ

Maria Caldas

“Terreiro do Paço”
Aguarela
48x34 cm
260,00 €

“Paisagem com Barco”
Aguarela
33x26,5 cm
250,00 €

 “Casa dos Bicos”
Aguarela
28,5x43,5 cm
300,00€ 
"Pelourinho”
Aguarela
16,5x23 cm
150,00€

"Palácio da Bolsa”
Aguarela
37x26 cm
250,00€ 
“Janela dos Guindães”
Aguarela
250,00€

Yeco


“Fernando Pessoa”
Serigrafia
35x48 cm
Nº de Série H. C. 22/25
100,00 €

Miguel Yeco, pessoano pintor, espalhou pela cidade de Lisboa, em cantos e paredes, a imagem que era o seu selo, a sua assinatura, a figurinha solitária de Fernando Pessoa.
Na imensa solidão adivinhava-se um mundo, um universo, constelações de imagens e ideias tomando formas ora excessivas ora subtis, de tal modo subtis que só um grande amor, como o de Miguel por Fernando Pessoa, poderia evocar.

sábado, 21 de abril de 2012

LIMA DE FREITAS

Serigrafia
49.5x68cm
650,00 €


Lima de Freitas (Setúbal, 1927 - Lisboa, 1998) foi um pintor, desenhador e escritor português.

Ilustrou mais de uma centena de livros, de que destacamos Dom Quixote, na tradução de Aquilino Ribeiro. Estes desenhos foram recentemente publicados ilustrando a tradução de José Bento, editada pela Relógio d’Água. Autor de inúmeras obras de arte, incluindo murais de azulejos, destacando-se os 14 painéis destinados à estação ferroviária do Rossio, inspirados em Mitos e Lendas de Lisboa.
Expôs colectivamente desde 1946 e individualmente desde 1950. Esteve inicialmente ligado ao neo-realismo. Escreveu prefácios e publicou diversos textos em catálogos de exposições e em publicações bem como agraciado com diversos prémios. Foi um respeitável mestre também como maçom.

RAMIRO RELVAS

“Ria de Aveiro”
Aguarela
27x34,5 cm
450,00 €

Ramiro Relvas nasceu em Paços de Brandão, no dia 4 de Maio de 1924. Faleceu a 7 de Fevereiro de 2005.
O Mestre, como era conhecido, desenhou e pintou a óleo, desde 1940, participando em dezenas de exposições, individuais e colectivas, por todo País.
“Através das aguarelas de Ramiro Relvas, o mundo apresenta-se com paisagens viçosas, cheias de colorido e alegria, em suaves e límpidas manchas a que não falta um sopro da mais bela e repousante poesia: paisagens alegres, paisagens aliciantes que são toda uma evocação para os apaixonados nas belezas da natureza.”
Jaime Ferreira, Jornal Comércio do Porto.


MALUDA

“Janela”
Serigrafia
37x45,5 cm
1.200,00 €

Maluda nasceu na cidade de Pangim, em Goa, no então Estado Português da Índia. Viveu desde 1948 em Lourenço Marques (actual Maputo), onde começou a pintar e onde formou, com mais quatro pintores, o grupo que se intitulou "Os Independentes", que expôs colectivamente em 1961, 1962 e 1963. Em 1963 obteve uma bolsa de estudos da Fundação Calouste Gulbenkian e viajou paraPortugal, onde trabalhou com o mestre Roberto de Araújo em Lisboa. Entre 1964 e 1967 viveu em Paris, bolseira da Gulbenkian. Aí trabalhou na Académie de la Grande Chaumièrecom os mestres Jean Aujame e Michel Rodde. Foi nessa altura que se interessou pelo retrato e por composições que fazem a síntese da paisagem urbana, com uma paleta de cores muito característica e uma utilização brilhante da luz, que conferem às suas obras uma identidade muito própria e inconfundível.

Em1969 realizou a sua primeira exposição individual na galeria do Diário de Notícias, em Lisboa. Em 1973 realizou uma grande exposição individual na Fundação Gulbenkian, que obteve grande sucesso, registando cerca de 15.000 visitantes e lhe deu grande notoriedade a partir de então. Entre os anos de 1976e 1978foi novamente bolseira da Fundação Gulbenkian, estudando em Londrese na Suíça. A partir de 1978dedicou-se também à temática das janelas, procurando utilizá-las como metáfora da composição público-privado. Em 1979 recebeu o "Prémio de Pintura" da Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa. Nesse ano realizou ainda uma exposição na Fundação Gulbenkian em Paris. A partir de 1985, Maluda foi convidada para fazer várias séries de selos para os CTT. Dois selos da sua autoria ganharam, na World Government Stamp Printers Conference, em Washington, em 1987 e em Périgueux (França), em 1989, o "Prémio mundial" para o melhor selo. Em 1994 recebeu o prestigiado "Prémio Bordalo Pinheiro", atribuído pela Casa da Imprensa. No âmbito da "Lisboa Capital da Cultura", realizou uma exposição individual no Centro Cultural de Belém em Lisboa.

Em1998 foi agraciada pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Ordem do Infante D. Henrique, ao mesmo tempo que realizou a sua última exposição individual, "Os selos de Maluda", patrocinada pelos CTT.

Maluda morreu em Lisboa a 10 de Fevereiro de 1999, aos 64 anos, vítima de cancrono pâncreas. O seu corpo foi enterrado no Cemitério dos Prazeres. Em testamento, a artista instituiu o "Prémio Maluda" que, durante alguns anos, foi atribuído pela Sociedade Nacional de Belas-Artes.

Em2009 foi publicado um livro que assinala a passagem do décimo aniversário da sua morte, reunindo a quase totalidade da sua vasta obra e que contou com o Alto Patrocínio do Presidente da República. No mesmo ano, a Assembleia da República, em Lisboa, homenageou-a com uma grande exposição retrospectiva.