sábado, 30 de junho de 2012

BEM-AVENTURADO JORGE

 
“Abstracto I”
Aguarela
22,5x16 cm
250,00€
“Abstracto II”
Aguarela
38x27 cm
300,00€

 
“Abstracto III”
Aguarela
37x36 cm
300,00 €
 
“Abstrato IV”
Aguarela
37x28 cm
300,00€
 
“Abstrato V”
Aguarela
39x29 cm
300,00€
“Abstrato VI”
Aguarela
56x37,5 cm
350,00€

Jorge Vieira, depois de várias vicissitudes da vida, dedicou-se à pintura declarando Bem-Aventurado, passando a assinar as suas obras com o nome de Bem-Aventurado Jorge. Viveu no Piódão, onde hoje funciona o museu local que tem expostas algumas das suas obras.
Esta obra foi oferta de Manuel Fernandes de Oliveira.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

FRANCISCO LEZCANO

 
“Homenagem a Haroun Tazieff”
Técnica: Tierras
100x100 cm
2.000,00 €
“Bailarino de Pedre”
Técnica: Tierras
100x100 cm
2.000,00 €

sábado, 23 de junho de 2012

J. VILELA

“Porto à Noite”
Óleo s/ tela
60x100 cm
200,00

Teresa Roza D'Oliveira

Óleo s/ tela
73x63 cm
1992
400,00

 

Teresa Roza D'Oliveira

Nasceu na Ilha de Moçambique em 1945, Republica de Moçambique.
Tem o Curso da Escola de Pintura do Núcleo de Arte. Teve como Mestres Frederico Ayres, João Ayres e Bertina Lopes. Tem o Curso de Litografia e Gravura da Cooperativa dos Gravadores Portugueses. Trabalhou lado a lado com José Júlio, Malangatana, Ayres, Maluda, Freire.
Artista convidada da 3ª Bienal de Pintura de Óbidos.

Obteve 1º Premio de Desenho (62) 2º Premio de Pintura (64) Menções Honrosas de Pintura (59, 68, 70).
Está representada nos Museus de Pretória, Museu da cidade de Durban, (Africa do Sul) Museu Nacional de Arte – Maputo (Moçambique), Casa Museu Chissano(Moçambique) Espolio de Arte de Natália Correia (Açores).

MARIA ARMINDA

 
“Jarra com flores”
Óleo s/ tela
77x62 cm
200,00 €

“Composição Abstracta”
Óleo s/ tela
33x53 cm
100,00 €


ALBERTO MARTINS

Aguarela
70x48 cm
600,00 €

Aguarela
70x48 cm
750,00 €


Alberto Martins
Pintor autodidacta que se dedicou à aguarela, técnica através da qual retratou paisagens urbanas de todo o país.

VERA CHAVES

“Chavenas”
Óleo s/ tela
50x30 cm
180,00 €

ABÍLIO GUIMARÃES

“Serra do Pilar”
Aguarela
31x24 cm
350,00 €
“Castelo da Feira”
Aguarela
32x37 cm
350,00 €

1944 – Nasce em Oliveira de Azeméis, a 13 de Fevereiro.
1948 – Vai viver para o Bairro Herculano, freguesia da Sé, Porto.
1958 – Inicia, como aprendiz, a actividade de desenhador maquetista num atelier de publicidade.
1962 – Conclui o curso de Pintura Decorativa na Escola de Artes Decorativas de Soares dos Reis.
1971 – Inicia funções docentes na Escola Preparatória Ramalho Ortigão.
1980 – Realiza a primeira exposição de pintura na Galeria Primeiro de Janeiro, no Porto.
1985 – Sócio-fundador da Cooperativa Artistas de Gaia.
1994 – É convidado a expor a sua obra dedicada à Regata do Infante realizada no Porto, em vários locais, nomeadamente no Museu dos Transportes e Comunicações, Casa-Museu Teixeira Lopes, Câmara de Matosinhos e Oliveira de Azeméis.
1996 – A convite da Comissão promotora do Centro de Estudos Bento Carqueja, realiza uma exposição de pintura no Centro Cultural Português de Caracas, com a colaboração do Embaixador de Portugal na Venezuela.
1998 – A convite da Aporvela, captou imagens da Regata Vasco da Gama, organizada pela Cutty Sark e pela Aporvela, realizando um circuito de exposições, iniciado no Padrão dos Descobrimentos, com a colaboração da Câmara de Lisboa e do Museu dos Transportes e Comunicações no Porto.
1999 – A convite do Gabinete Português de Leitura do Brasil r ealiza nas suas instalações, no Recife, uma exposição de pintura subordinada ao tema “500 anos do Descobrimento do Brasil”.
2004 – Quinta de Bonjóia – lançamento do livro de poemas e aguarelas “O Porto nas Nossas Mãos”.
2005 – A convite da “Famoa” realiza no Salão Nobre de Oliveira de Azeméis uma exposição de pintura subordinada ao tema “Imagens do passado”.
2006 – Dom Tonho - PortoA convite da Fundação La-Salette realiza, em Oliveira de Azeméis, a exposição "O Parque nas nossas mãos".
2007 – A convite do Portuguese Instructive Social Club (PISC), realiza em Elizabeth, New Jersey, Estados Unidos da América, a exposição "ALMA LUSITANA" integrada nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, organizadas pelo PISC, e no programa Pontes de Cultura, promovido pelo Instituto de Cultura Ferreira de Castro.
2008 – Exposição "Recantos da Pateira" - Fermentelos. Gulpilhares - "Senhor da Pedra - Um Olhar" - Lançamento do livro com o Dr. Barbosa da Costa e exposição de pintura. Exposição na Quinta da Boeira - Vila Nova de Gaia.
2009 – Exposição "Nunca te direi adeus, Pateira!" - Município de Águeda.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

FRANCISCO ROBERTO

"Natureza"
fotografia
30x46 cm
900,00€


FRANCISCO ROBERTO SILVA VARGAS, nascido em Pelotas, RS, Brasil, Administrador de Empresas, trabalhou no Serviço Público Federal. Posteriormente à aposentadoria, passou a preencher o tempo com a fotografia tendo à mão sua inseparável câmera.
Começou a participar de concursos e exposições como forma de obter uma avaliação do trabalho desenvolvido, por pessoas do meio, bem como pelo público em geral.
Acredita que cada trabalho é único, mas não definitivo pois pode interpelar cada observador de maneira diferente, considerando o espaço social, o tempo e as vivências de cada um.

CURRICULUM
1.Concurso de fotografias e exposição intitulada “Pelotas Quem te viu, Quem te vê. Uma colcha de Olhares” promovida pela Prefeitura Municipal de Pelotas através da Secretaria Municipal de Cultura. Exposição realizada no Hall da Prefeitura Municipal de 10 de agosto a 10 de setembro de 2007.
2.Participou da Exposição fotográfica Bem-vindo ao Laranjal na Casa da Prefeitura no Laranjal de 07.02.2008 a 17.02.2008.
3.Selecionado no Concurso de fotografias participando da exposição “Minha Laguna dos Patos: Retratos do Laranjal” através da Diretoria de Artes Visuais, no período de 05 a 30 de Março junto da programação de verão 2008 da Prefeitura Municipal de Pelotas.
4.Participou do Projeto Corredor Arte HE/FAU-IAD com exposição individual, denominada “OLHARES” no período de 02 a 16 de Julho de 2008, no Hospital Escola UFPEL/FAU.
5.Participou, à convite, de Exposição Individual, na Secretaria de Turismo e Lazer da Prefeitura Municipal de Pelotas no segundo semestre de 2008.
6.Selecionado no concurso de fotografias, participando da Exposição “Pelotas: Estação das Luzes” promovida pela Secretaria Municipal de Cultura, através da Diretoria de Artes Visuais, no período de 04 a 25 de fevereiro junto à casa de verão 2009 da Prefeitura Municipal de Pelotas.
7.Exposição fotográfica individual na Bolsa de Arte da UCPEL de. 01.07.2009 a 15.07.2009.
8.Exposição Individual no Corredor Arte do Hospital Escola UFPEL –FAU, intitulada “Criatura-Todo ser criado” no período de 04 a 24 de agosto de 2010-09-2010
9.Exposição Individual na Galeria de Arte da Universidade Católica de Pelotas- GARTE- denominada ‘Universo Singular” no período de 23 de agosto a 15 de setembro de 2010.
10. Exposição Individual na Sociedade Científica Sigmund Freud, a partir de 11 de novembro de 2010 intitulada Espírito Santo – Solo Sagrado

Iria Rodriguez Martinez

"PAR DE  BRONZE"
20 x 25 x 8 cm
Bronze fundido e madeira de roble
280,00 €
 
“LA CARA DE HIERRO”
100x100 cm.
Ferro
3000,00 €
"FIGURA SENTADA"
22 x 9 x 8 cm
Bronze fundido e madeira de roble
180,00 € 

"FIGURA INCLINADA"
15 x 15 x 6 cms.
Bronze fundido e madeira de roble
180,00 € 

 
“GORDITA ACOSTADA”
10 x 23 x 16 cm
Bronze fundido e madeira de roble
320,00 €
 
“TORSO FEMININO”
26 x 9 x 7 cm
Bronze fundido e madeira de roble
180,00 €


Iria Rodriguez.

A Coruña, 1977.

Escultora y grabadora.

Se forma en la Escuela Picasso de A Coruña obteniendo la calificación de sobresaliente en la especialidad de Volumen y Escultura. Se acerca al campo de la gráfica de mano de la Fundación CIEC al obtener varias becas para poder completar el Master de Obra Gráfica. Además en 2011 es seleccionada por Antonio López para participar de la III Cátedra Extraordinaria Ciudad de Albacete impartida por el artista.
Su labor en el ámbito de la obra pública comienza en el 2002 con la colocación de la obra "La Despedida" en la dársena del puerto de Corrubedo, obra de carácter monumental fundida en bronce. Sus esculturas de carácter público se pueden visitar en distintos puntos de la geografía gallega (A Coruña, Arteixo, Cesuras, Laxe, Vimianzo, Corrubedo...).
Ha participado de numerosos proyectos expositivos, entre ellos cabe destacar su individual "La Huída" en Galería Monty4 (A Coruña), la colectiva "Andante" en el Museo de Arte Contemporáneo Unión Fenosa (MACUF, A Coruña), "A Tiro de Fuego" colectiva internacional de estampa contemporánea en Auditorio Ollin Yollitzl (México DF), "Pontes Luso-galaicas" (O Porto, Portugal), "Encontros" Spanish Benevolent Society en Manhattan (Nueva York)... o en ferias como Room Art Fair Madrid.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

JOSÉ CARDOSO

“Faces”
Acrílico s/tela
100x50 cm
2012
980,00 €


Nasce em Lisboa em 1945. Arquitecto de formação, frequentou, até ao 3º ano, o curso de pintura da ESBAL. Arquitecto, artista plástico, fotógrafo, publicitário e designer com especialização em design gráfico, realizou variadíssimos projectos de arquitectura e design, ilustrações para livros, cartazes, exposições e brochuras promocionais e institucionais, e desenhou vários selos para os CTT-Correios de Portugal, Unicef e Nações Unidas, tendo sido galardoado com diversos prémios e menções honrosas nacional e internacionalmente.
Ao longo da sua vida profissional, trabalhou com várias figuras de destaque no panorama das Artes Plásticas e do Design em Portugal, com especial relevo para Sebastião Rodrigues, Alberto Cardoso, Thomaz de Mello (Tom), António Sena da Silva, Daciano Costa, Gracinda Candeias e Manoel Lapa, entre outros.
Pinta e expõe regularmente desde 2004 e tem várias obras adquiridas para colecções particulares, Museus e Fundações, em Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Rússia, Estónia, Austrália e Estados Unidos da América.

Opiniões:
Gosto de passear pelos quadros do Zé – o arquitecto que entrou na minha percepção estética pela porta do grafismo e que de repente, há uns anos, me surgiu Pintor emocionado de uma realidade que, sim, eu já sabia que ambos sabíamos bem.
Eu só não suspeitava que ele a saberia reflectir tão bem.

{[Porque nos seus quadros o que passeia à frente dos meus olhos é a imitação (in)fiel da realidade multifacetada.] É a versatilidade de estilos que a muitos choca mas a mim – simples admirador, por vezes fortuito, de momentos harmoniosos – me encanta. Porque não vale a pena enaltecer outra Arte para além da Vida; nem é por se ser hermético que se consegue tirar do suor mais arte – bem como não há uma corrente capaz de se sobrepor às outras neste desejo. A unicidade da expressão – a possibilidade de que haja uma unicidade da expressão – é algo que me assusta. Porque a agilidade daquilo que apercebemos é múltipla e é necessário que os agentes que a transmitem – e o Zé é um deles – o façam de forma a respeitá-la.}

Quer se trate de retratar uma cena de uma Arte trágica, como a tourada, ou a de uma alegoria poética a caminhos cruzados com ou sem sentidos…
Atento. Sensual. Natural. Verdadeiro. Cromático. Solitário. Criativo. Arauto. Amante. Admirador. Ingénuo. Discreto. Irónico. O Zé, fundamentalmente, é, ou seja vê, ouve, toca, prova, cheira. Sente. E porque os cenários, os sons, os contactos, os sabores, os odores divergem de momento para momento, de situação para situação, as tonalidades da reacção, neste caso da imposição em suporte físico da dimensão da lembrança, têm que ser diferentes.
Por muito que isso pese aos que pretendem ver nas artes plásticas não mais do que projecções de futuro.
Aquilo de que mais gosto na pintura do Zé é da intencionalidade de cada traço, rigorosamente colocado, matematicamente correcto, cientificamente imposto como sinal de que as partes fazem o todo. E de que esse todo expressa uma solene homenagem a uma realidade, ainda que essa realidade seja afinal um fetiche: os lábios grossos, sempre como que pintados de fresco; os seios, em declínio ou opulentos; a curva da nádega o garbo do cavalo a gentileza do toureiro a garra condenada do touro a vela enfunada sinónimo de orgulho de um barco que sabe que jamais se perderá na tormenta porque haverá sempre no gesto rasgado do pintor um lugar sereno uma quadrícula de paz onde possa sossegar para sempre perante o olhar perscrutador do espectador.
Há claramente aqui, na pintura do Zé, uma vaga devastadora que não se vê mas que funciona também como tábua de salvação, como porto de abrigo.

[É isso que eu procuro quando sucessivamente o visito (ou lhe visito a pintura – o que vai dar ao mesmo). Ou, digo melhor talvez, é isso que encontro.]


António Manuel Santos

quarta-feira, 6 de junho de 2012

ROMARIZ

“Pescadores”
Aguarela
58,5x33,5 cm
850,00 €

ESPIGA PINTO

“Surrealista – Cavalos”
Serigrafia
87x29 cm
450,00 €

“Mapa da Memória Lusiada Canto X”
Serigrafia
1994
36,5x36,5cm
350,00 €

Escultor-Pintor ESPIGA (Pinto), nasceu em 1940, Vila Viçosa.
Expõe desde 1955, tendo já realizado 80 Exposições Individuais e participado em inúmeras Exposições Colectivas, tendo obras em colecções particulares, em Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Estados Unidos...
Prémios:
– Prémio Bienal de São Paulo, Brasil, para cenários do Bailado Gulbenkian, 1973.
– Prémio de Pintura da Academia de Belas Artes de Lisboa, 1987.
– Prémio “Coty” – U. S. A. – “Coin Of The Year”, 2000 – A Melhor Moeda (Comemorativa do Planeta Terra).
– Prémio (Concurso Europeu), para criação do Troféu “50° Aniversário da Regata Internacional dos Grandes Veleiros” – Antuérpia e Lisboa, 2006.
De 1979 a 87 foi Professor de Desenho no IADE – Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing, Lisboa.
Sócio da F.I.D.E.M. – Federação Internacional da Medalha.
Académico da Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa.
Em 2005 comemorou “50 anos de exposições individuais”.
Representado em:
C.A.M. – Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa;
Museu de Arte Contemporânea, Lisboa; Museu do Desporto, Lisboa...
Resumo de algumas obras e exposições:
1973 Pavimento em pedra (Calçada à Portuguesa), Praça e Embaixada de Portugal, 100x400m, Brasília, Brasil.
1991 Exposição EUROPÁLIA – 12 Medalhas – Namur, Bruxelas e Dendermonde, Bélgica.
1992 Exposição British Museum – FIDEM – Medalhas – Londres, Inglaterra.
2001 Exposição Colectiva – Anos 60/70 (duas esculturas), Museu de Serralves, integrada na Porto 2001 (Capital Europeia da Cultura).
2004 Medalha Comemorativa do Centenário – Dr. José Marinho, Casa da Moeda, Lisboa.
2006 Escultura (Mural) – Palácio da Justiça de Vila Nova de Famalicão.
2007 Moeda 8 Euro – Comemorativa – “Passarola” de Bartolomeu de Gusmão, Casa da Moeda, Lisboa.
2008 Expo – 50 Anos de Gravura – C. P. S. – Lisboa Escultura “Cisne” – Comemorativa dos 250 Anos do Concelho de Oeiras – Parque Mirafl ores Medalha “Imagem da Anje”.
2009 Moeda Ouro “Camões” – Casa da Moeda, Lisboa.
2010 Expo “Do meu Início” – Galeria São Mamede, Lisboa, Medalha Ouro e Prata “Camões” – Col. Philae.

Ainda era menino quando chegou à pintura. Homem determinado e invulgar, pinta como quem beija. Entrega-se total e perdidamente.
Do Alentejo, onde nasceu, revelador de uma intuição e sensibilidade apuradíssimas, vem afirmando a solidez e a singularidade de um percurso que começa e termina na busca e apreensão dos possíveis sentidos da existência.
Memórias de Inês é uma belíssima temática que fixa as trágicas vicissitudes de uma das mais belas e comoventes histórias de amor da Idade Média, aqui contada (cantada) por este ilustre pintor com rigorosa fidelidade à sua memória e grandeza, dando-nos, assim, a exacta dimensão cultural e humana da histórico-lendária personagem. Seguramente que estas peças vão suscitar ou sublinhar pontos de reflexão sobre a especificidade do tema.

O amor, símbolo de continuidade e regeneração, adquire nesta sequência pictórica o seu verdadeiro significado, ou não fosse ele o mais profundo e distintivo elan da humanidade. Aqui, se sente a sua pulsação, em perpétuo movimento regenerador e em variações cromáticas sintonizadas, numa articulação harmoniosa e contínua entre a Terra e o Universo.

O tempo reflecte-se na obra de Espiga, sobretudo na medida em que resiste ao seu poder envolvente, em que lhe opõe uma linguagem pictórica deslumbrante e corajosamente assumida. A memória revela-se essencial para a lenta penetração no imaginário de deuses e anjos...

Inês personifica a heroína trágica de um dos mais célebres episódios amorosos do Ocidente, senão de toda a história da humanidade, sobrelevando em paixão, fatalidade e dramaticidade outros casos similares, como os de Abelardo e Heloísa ou Dante e Beatriz.. A pele de Inês é de uma perfumada e acetinada suavidade. Espiga decora a cor dos seus olhos; contorna, sem ruído, a doçura de seu corpo.
Falamos dos períodos claros, iluminados.
Mas falamos também dos períodos ocultos dessa mesma juventude, de certas dissimulações operadas sobre certos factos, certos sentimentos. Tudo é arrastado pela tempestade profunda e vertiginosa da corrente interior; tudo fica suspenso à superfície, qual força impetuosa de um rio.

Estamos perante mais uma obra-prima de um dos mais geniais (não tenhamos medo das palavras) mestres da pintura portuguesa contemporânea.
A espantosa força lírica e formal da sua pintura exponencia um potencial absoluto de rítmo, cor, rigor, encantamento; de atractivo e fascínio.
A pintura é para ser fruída; para partilhar a criatividade, esse genesíaco exercício de interioridade, tendo por instrumentos as fibras da sensibilidade e a espora mágica da memória.
Instrumentos que, pela mão predestinada do artista, reanimam a figura grácil e desventurada daquela que, no dizer do poeta, depois de morta foi rainha.

Espiga fascina-nos com toda esta sublime grandeza: o mito, a obsessão de Inês nos sonhos de Pedro, o brazão, o ambiente gótico e a chave. A chave de toda esta maravilha move-se na rigorosa e complexa teia geométrica do Pintor.

(Texto publicado no Catálogo da Exposição de Pintura e Escultura - Memórias de Inês, de Espiga Pinto, em Julho de 2001)
in Três Rios Abraçam o Coração

ALBINO MOURA

“A Jarra”
Óleo s/ tela
91x64,5 cm
2.500,00 €


Nasceu em Lisboa.
Autodidacta, recebeu orientação de Fred Kradolfer e colaborou em trabalhos de decoração. Expõe regularmente desde 1959, com participações no V e VI Salão de Arte Moderna da SNBA (1962/1963) e no I Centenário da SNBA (2002). Autor com obra galardoada, recebeu prémios de pintura das Câmaras Municipais de Abrantes e Vila Franca de Xira; a Medalha de Prata da Costa do Sol; Cartaz – Comemorações do Dia de Camões; Cartaz – Câmara Municipal de Palmela, 1985; Cartaz – Câmara Municipal de Vila Franca de Xira; Pintura Manuel Filipe; Menção Honrosa – Expo. Peq. Formato, Cascais; I Salão de Artes Plásticas, Sintra, 1992; Cartaz - Câmara Municipal de Seixal, 1992; Cartaz - Sindicato dos Bancários, 1993; Câmara Municipal da Amadora, 1993.
"A Luz é o elemento fortemente valorizado, é poesia que emana dos seus quadros (...) Ele é um homem fundamentalmente tocado pela criatividade e pela poesia, mas é, também, um irreverente e versátil personagem no sentido plástico".
José de Azevedo
Prémios:
Pintura C.M. Abrantes
Pintura C.M. Vila Franca de Xira
Medalha de Prata da Costa do Sol
Cartaz - Comemorações do Dia de
Camões
Cartaz - C. M. Palmela,1985
Cartaz - C. M. Vila Franca de Xira
Pintura Manuel Filipe - Viragem, Cascais
Menção Honrosa - Exp. Peq. Formato, Cascais
I Salão de Artes Plásticas, Sintra, 1992
Cartaz - C. M. Seixal, 1992
Cartaz - Sindicato dos Bancários, 1993
C. M. Amadora, 1993


ALBERTO D'ASSUMPÇÃO

 
"WINTER FEELINGS”
2009
Óleo s/ tela
30x30 cm
500,00 €
“GNOSIS – III”
2011
Óleo s/ tela
142x76 cm
5.250,00 €

Filho do pintor Manuel D’Assumpção, nasceu em Lisboa em 1956 e reside actualmente em Guimarães.

Expõe regularmente, individual e colectivamente, desde 1989, dedicando-se em exclusivo à pintura em 1990. É membro da Royal Society of Arts (RSA), de Londres. Com os artistas Adrian Bayreuther, Constantin Severin, Harriette Lawler Izabella Pavlushko e Olga Dmytrenko constitui o Grupo Internacional “3º Paradigma”. É igualmente membro da Sociedade Portuguesa de Autores, do “International Illustrated Letter Writing Society”, do grupo “Artists For Peace”, do grupo “Archetypal Expressionism” e do “Mirca Art Group”, Suécia.
Está representado nas colecções do Banco de Portugal, Fundação Cupertino de Miranda, C. M. de Barcelos, C. M. de Sousel, J.P.F., Casa de Pascoaes, Herdeiros do poeta António Pinheiro Guimarães e em diversas entidades e colecções particulares do País e do Estrangeiro.
Conjuntamente com Maria Isabel D’Assumpção, concebe Tapeçarias em técnica e ponto de Arraiolos segundo desenho de composição moderna, que são executadas em edições únicas e exclusivas. É autor de diversos cartazes, capas de publicações e logótipos e tem obras suas reproduzidas em capas de livros. Integrou o Júri de selecção da II e da III Bienal de Arte Jovem de Vila Verde.
Foi seleccionado pelo Júri Internacional para participar na 4ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Firenze – Itália. Foi selecionado para participar no “BIRD 2005 International Art Award”, Pequim – China e na 1ª Bienal Internacional de Arte de Chapingo, México.
É citado no “Dicionário de Artistas Plásticos de Portugal” da Estar Editora, em “Artes Plásticas – Portugal” da Adrian Editora, em “Aspectos das Artes Plásticas em Portugal – III”, “Arte – 98” e “Anuário Internacional de Arte 2003” de Fernando Infante do Carmo, está referenciado no “Arteguia – Directório de Arte Espanha e Portugal”, no “Guia d’Arte”, no “Who is who of the Portuguese Artists”, da Sol Invictus Publicações, no “Anuário das Artes Plásticas” da Estar Editora, no “Artes 2001 – Directório de Artes Plásticas”, da Publicenter, no “Magazine das Artes Plásticas” nº1, em “Surrealismo abrangente – colecção particular de Cruzeiro Seixas” Fundação Cupertino de Miranda, em “Freedom & Art” e “Planet Heart, Planet Art”, ambos do Mirca Art Group, Suécia, em “International Dictionary of Artists”, da WorldWide Art Books, USA, e em “Privatsphären”, Viena, Austria.


Prémios:


· 2º Prémio em “BIRD 2005 International Art Award”, Pequim – China

· 3º Prémio em “Artperiscope.com art Project: the Light” (2006), Czestochowa, Polónia

· 1º Prémio em “3th Artperiscope Artwork Competition” (2008), Czestochowa, Polónia

· “Silver Award”, Artmajeur, 2010.

· Diploma of Excellence (Honorable Award), 1st Ibiennial of Contemporary Art, Artoteque, London, England.



Exposições individuais:
2011 - “Pintura”, Galeria Lucilia Guimarães, Guimarães.
2010 - “Pintura” Delegação Sul da Ordem dos Médicos, Lisboa.
2009 - “Portas da Percepção”, Galeria Vieira Portuense, Porto.
2007 - "Pintura", Galeria Asas d'Arte, Anadia.
2007 - "Pintura", Galeria Tubo d'Ensaio, Figueira da Foz.
2006 - “Pintura”, Rui Alberto Espaço D’Arte, Porto.
2004 - “Pedaços dum mesmo sentir”, Espaço Ávila, Lisboa.
2003 - “Sedimentos de um céu perdido”, Galeria Barata, Lisboa
2002 - “Cosmogonias e outros temas”, Galeria Espaço Ilimitado, Porto.
2001 - “Instantes de Infinito”, Paço dos Duques de Bragança, Guimarães.
2000 - “5 pórticos e outros temas”, Almadarte Galeria, Costa de Caparica.
1997 - Galeria Barata, Lisboa.
1997 - Eborênsia Galeria, Évora.
1996 - Tamar, Galeria de Arte, Évora.
1995 - Galeria Eborênsia, Évora
1994 - “Espirais e Construções”, Galeria de Arte Óptica Conde de Redondo, Lisboa.
1992 - Galeria Espaço, Porto.
1992 - Galeria Barata, Lisboa.
1990 - Galeria Alla Prima, Porto.
1989 - Bar-Restaurante Bohemia, Lisboa.
1989 - Pousada Rainha Santa, Estremoz.
1989 - Bararte Galeria, Arraiolos.


Exposições colectivas:

2011 - “A História e o Corpo”, Casa Municipal da Cultura, Seia.
2011 - “Salão Internacional de Artes Plásticas do Alto Alentejo”, Centro Cultural, Sousel.
2011 - “Privatsphären”, Galeria Rearte, Viena, Austria.
2011 - “II Encontro Internacional de Arte Ao Redor do Touro”, Centro Cultural , Sousel.
2011 - Galeria Speicher, Idstein, Alemanha.
2011 - “3º Paradigma”, Elfos Clinica e SPA, Lousada.
2010 - “Wall For Peace-20 – Istanbul Art Fair 2010, Istanbul, Turquia.
2010 - “Park Art Fair International 2010”, Geneve, Suiça.
2010 - “3º Paradigma”, Galeria Vieira Portuense, Porto.
2010 - “3º Paradigma, un Viaje en el imaginario”, Gal. José de Lorenzo, Santiago de Compostela, Espanha.
2010 - Galerie und Goldschmiede Aurum, Bad Homburg, Alemanha.
2010 - “3º Paradigma”, Restaurante O Funil, Lisboa.
2010 - Ottomani Gallery, Ârhus, Dinamarca.
2010 - Gallery Tschesch Uhren und Schmuck, Frankfurt am Main, Alemanha.
2009 - Kaffeehaus Amadeus, Kischeimbolanden, Alemanha.
2009 - “Grupo 3º Paradigma”, Picoas Plaza Galeria, Lisboa.
2009 - “Ao Redor do Touro”, Galeria Vieira Portuense, Porto.
2009 - Karpelles Manuscript Museum, Newburg, New York, USA.
2009 - “1st International Art Action Istanbul 2009”, Dolmabahçe Art Gallery, Istanbul, Turquia.
2009 - “Pontes Luso-Galaicas”, Clube dos Fenianos do Porto, Porto.
2009 - “Cake Parade Portalegre 2009”, Portalegre.
2009 - “Freedom and Art”, Mount Beacon Fine Art, New York, USA.
2008 - “Premio Freud”, Palazzo Comunale di Lavarone, Trento, Itália.
2008 - Gallery Cafe Blikle, Czestochowa, Polónia.
2008 - “ES – L’autorritratto Psicologico tra realtà e metafora”, Espazioeventi Mondadori, Veneza, Itália.
2008 - “Creadores”, Galeria de Arte Porta Nova, Ferrol (La Coruña), Espanha.
2008 - “3 Artistas, 3 Continentes, uma mesma linguagem”, Galeria Municipal, Barcelos.
2007 - 4ª Grande Exposição Internacional de Artes Plásticas de Sesimbra.
2007 - "COELUM – Mostra Internazionale di Arte Contemporanea", Palazzo Cesi, Acquasparta, Itália.
2006 - 3ª Grande Exposição Internacional de Artes Plásticas de Sesimbra.
2006 - Tabor Gallery, Czestochowa, Polónia.
2005 - “BIRD 2005 International Art Award”, Pequim, China (até Maio de 2006)
2004 - Galeria Nicolai, Lourinhã.
2004 - « Surrealismo Abrangente », Fundação Cupertino de Miranda, Famalicão.
2003 - Perdurabo Art at Old Fire Station, Chelmsford, Inglaterra.
2003 - The Affordable Art Fair, London, Inglaterra.
2003 - The Sheridan Russell Gallery, London, Inglaterra.
2003 - IV Biennale Internazzionale del’Arte Contemporanea – Firenze, Itália.
2002 - Colectiva de Artes Plásticas, Galeria Municipal, Valença.
2002 - “Bouro Terras D’Arte”, Câmara Municipal de Terras de Bouro.
2001 - “Sob o Céu da Arrábida”, Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, Setúbal.
2000 - FAC/00, integrado no Stand da Galeria Arte e Manifesto
1999 - Colectiva Outono/Inverno, Almadarte Galeria, Costa de Caparica.
1999 - FAC/99, integrado no Stand da Almadarte Galeria.
1998 - “1ª Exposição Colectiva de Verão/98”, Galeria Arte e Oficina, Setúbal.
1998 - “D’Art/98, Vila Verde.
1998 - Colectiva de Pintura e Escultura, Galeria Sépia, Braga.
1998 - “Arte/98”, Exposição/lançamento do livro, Cordoaria Nacional, Lisboa.
1997 - Exposição de Lançamento do livro “Aspectos das Artes Plásticas em Portugal – III”, Lisboa.
1997 - Exposição de Inauguração da Galeria Acervo d’Arte, Setúbal.
1996 - “Grande Exposição de Artes Plásticas”, Galeria do Altis Park Hotel, Lisboa.
1996 - Galeria de Arte Óptica Conde de Redondo, Lisboa.
1994 -“Florbela! Flor Bela!”, exposição comemorativa do Centenário de Florbela Espanca, promovida pela Biblioteca Florbela Espanca de Vila Viçosa com a colaboração da APA e apresentada em Vila Viçosa, Lousada, Nevogilde, Matosinhos e Faculdade de Direito de Lisboa entre Dezembro de 94 e Maio de 95.
1994 - Colectiva de Desenho, Cineclube do Porto.
1994 - Colectiva de Aguarela, Cineclube do Porto.
1994 - “Modos de ver Lisboa”, Galeria Barata, Lisboa.
1993 - “Grande Exposição de Artes Plásticas”, Galeria Almada Negreiros, Lisboa.
1993 - Colectiva de Artes Plásticas e Design, Galeria Alcântara Studio, Lisboa.
1993 - “1ª Mostra de Pintura do Norte”, Junta de Freguesia de Bonfim, Porto (promovida pela A.M.I.).
1992 - “Porto de Lisboa e o Tejo”, Lisboa (organizada pela A.P.L.).
1992 - Colectiva de Pintura (organizada pela APA e integrada na Feira da Saúde do Distrito de Beja).
1992 - Colectiva de Pintura, Câmara Municipal de Cuba.
1992 - “Papel e Barro”, Mercado Ferreira Borges, Porto.
1992 - Colectiva de Pintura e Escultura, Galeria Municipal de Vila Viçosa.
1992 - Colectiva de Aguarela, integrada no programa “Artes Plásticas 92/93”, iniciativa do Cineclube do Porto e da APA.
1991 - Culturarte/91, Vila Viçosa.
1990 - Bararte Galeria, Arraiolos.
1990 - Culturarte/90, Vila Viçosa.
1989 - Galeria Santa-Rita Pintor, Paços de Ferreira.

1989 - Casa D. Hugo, Porto.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

PAULO VILLAS-BOAS

“Pássaro”
Serigrafia
36x49 cm
250,00 €
“Clérigos”
Serigrafia
28x44,5 cm
250,00 €

“Porto Sentido”
Serigrafia
28x44,5 cm
250,00 €

BARCELÓ

“Feiticeiro”
Guache
34x19 cm
360,00 €
“Simbiose III”
Guache
32x24 cm
360,00 €
 
“Paisagem”
Guache
20x29 cm
360,00€
Guache
33x24 cm
360,00€


 
Guache
35,5x26 cm
360,00€
 
Guache
32,5x24,5 cm
360,00€
 
Guache
29x23 cm
360,00€
 
Guache
20x29 cm
360,00€
Guache
34,5x19 cm
360,00€

quinta-feira, 10 de maio de 2012

LARANJO

Serigrafia
37,5x27,5cm
150,00 €


Francisco Laranjo, 1955
Natural de Lamego, é no Porto que mantém atelier e desenvolve a sua vida profissional. Concluiu o curso da ESBAP em 1978, escola onde é actualmente professor. Foi bolseiro da BCG e da JNICT em Portugal e no estrangeiro. Foi premiado em 1978 (Fundação Engº António de Almeida), na ARÚS 82 e na exposição inserida no 1º Congresso Internacional sobre o Rio Douro em 1986. Para lá do ensino e da pintura tem-se dedicado à escrita sobre arte e sobre o ensino artístico. A obra de Francisco Laranjo tem vindo a desenvolver-se no quadro de um abstraccionismo gestual, amplo, de grandes tensões e de uma grande liberdade pictórica. As suas obras espelham uma factura despojada em que sobressai o grande gesto e o valor intrínseco da cor. Exposições: - INDIVIDUAIS: 1978 - ESBAP / 1981 - Fundação Engº António de Almeida, Porto / 1982 - Galeria Roma e Pavia, Porto / 1984 - Galeria Módulo, Porto / 1989, 90 e 93 - Galeria Nasoni, Porto / 1989 e 94 - Interart Gallery, Holanda / 1992 - Galeria 5, Coimbra / 1996 - Árvore, Porto - COLECTIVAS: 1978, 80 , 84, 86 e 95 - Bienais de V. N. Cerveira / 1980 - Exposição Colectiva da Cooperativa Árvore, Porto / 1981 - Lis' 81, Lisboa / 1982 - ARÚS, MNSR, Porto / 1984 - O Porto, Árvore / 1986 - HIV Exposição de Artes Plásticas da BCG, Lisboa / 1987 - 2ª Bienal de Arte dos Açores / 1988 - 25 anos 44 artistas, Árvore / 1990 e 91 - HIV e IV Exposições de Pintura e Escultura da AIP / 1993 - Tendências da Arte Contemporânea em Portugal, Vila da Feira / 1994 - El Duero que nos une, Zamora e Salamanca / 1995 - ESBAO/FBAUP, Alfândega do Porto. Colecções: CAM-FCG, Lisboa / Fundação de Serralves, Porto Bibliografia Activa: Em torno de uma ideia de técnica em pintura, Porto, Nova Renascença, 1984 / Ensino (O) Artístico e as Belas Artes, VI Congresso Ibérico das Escolas Superiores e Faculdades de Belas Artes, Porto, 1981 / Porto (O) e a Cultura, Porto, Encontro Nacional da APEVEC, 1992 Bibliografia Passiva: PERNES, Fernando - Sobre Francisco Laranjo, in "Colóquio Artes", nº 56, 1983 / ROCHA DE SOUSA - Do paradoxo à obra aberta, Catálogo de exposição, Coimbra, 1992

JOSE GUIMARÃES

Serigrafia
36,5x49,5cm
600,00 €

De seu nome completo José Maria Fernandes Marques, adoptou o pseudónimo artístico de José de Guimarães, como homenagem à terra que o viu nascer. Primogénito, oriundo de uma família conservadora, católica, de classe média, nasceu no dia 25 de Novembro de 1939.

Realizou os seus estudos elementares na cidade de Guimarães, tendo completado o ensino secundário na cidade de Braga.

Em 1957, ingressou na Academia Militar, arma de Engenharia, tendo complementado os seus estudos universitários na cidade de Lisboa. Obteve a licenciatura em Engenharia no ano de 1965.

Nos últimos anos da década de 50, obtém bases técnicas, que se juntam aos seu talento natural, através de lições de pintura com Teresa de Sousa, de desenho com Gil Teixeira Lopes e ainda de gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses.

A criação do seu próprio código imagético é auxiliado por viagens pelos principais centros estetas da Europa. Assim, em 1961 visita Paris, onde contacta com a pintura fauvista e adopta o seu nome artístico. Maravilha-se com os clássicos italianos, como Miguel Ângelo, voltando a Paris em 1964 e 1966, onde visita a exposição de homenagem a Picasso e a de gravura de Carmen de Garcia. Em 1965, casa-se Judith Castel-Branco e parte para Munique onde contacta com a pintura de Klee, Kandinsky, os pintores da Bauhaus, Die Brücke e, principalmente, com o pintor flamengo, seiscentista, Rubens.

Exceptuando curtas visitas à metrópole, entre 1967 e 1974, permanece em Angola, numa comissão de serviço militar, onde é influenciado pela cultura e etnografia africanas. Participa em diversas manifestações culturais polémicas e em 1968, publica o manifesto «Arte Perturbadora!»

Durante este período, interessa-se cada vez mais pelas artes plásticas, o que o faz participar em várias exposições de arte moderna, obtendo o primeiro Prémio de Gravura no Salão de Arte Moderna da Cidade de Luanda, assim como o primeiro Prémio de Gravura da Universidade de Luanda.

Em 1967 inscreve-se no curso de Arquitectura da E.S.B.A.L. e em 1968 volta a ganhar o primeiro Prémio de Gravura no Salão de Arte Moderna da Cidade de Luanda.

Torna-se um estudioso da etnografia africana, sintetizando esta com a cultura europeia, o que conduz à criação de um «alfabeto» autónomo, codificado, para o qual em muito contribui o «vocabulário misterioso, necessariamente codificado» do homem africano.

Após o seu regresso definitivo a Portugal vai dedicando cada vez mais do seu tempo às artes plásticas, até que esta se tornou a sua actividade exclusiva. Participa mais activamente em exposições e em 1976 obtém uma bolsa de estudos da Fundação Calouste Gulbenkian para investigação nas áreas de serigrafia e fotografia. No mesmo ano, pela primeira vez utiliza papel da sua própria fabricação.

Além das exposições realizadas em território nacional, expõe na Bélgica, por diversas vezes, nomeadamente nas cidades de Gand, Antuérpia, Kumrne, Malines, Child, Saint-Martine e Ostende. Surgem frequentes referências à sua obra na Europa, nos Estados Unidos da América e Canadá, assim como numerosos artigos em jornais de arte.

Em 1978, a Fundação Calouste Gulbenkian lança uma exposição dedicada ao tema «Rubens e José de Guimarães». No ano 1979, em Antuérpia, é editado um livro sobre a sua obra, com textos de Marcel van Jole, José Augusto-França, Remi de Cnodder, Fernando Pernes, entre outros.

Em 1980, ganha pela 2ª vez a medalha de bronze do «Prix Europe de Peinture de la Ville de Ostende».

A década de 80 é passada entre Portugal e a Europa, em diversas exposições sobre o seu trabalho, e tanto o Estado Francês, como o Estado Belga adquirem-lhe diversas obras. Várias das suas exposições neste período são submetidas a um tema comum.

Em 1983 utiliza, pioneiramente, nas suas esculturas de papel, materiais como o vidro moído, espelhos ou azulejos, imprimindo ao trabalho um aspecto brilhante e singular.

De Milão, passando por Paris, Madrid, Antuérpia e Portugal, o pintor José de Guimarães não tem mãos a medir - o seu trabalho é reconhecido internacionalmente e não só participa em exposições como vê serem editados livros sobre a sua obra, escritos por famosos críticos de Arte como Salette Tavares, Álvaro de Magalhães, Cesário Rodrigues-Aquilera, Fernando de Azevedo, José Augusto-França, Fernando Pernes, entre outros.

No Japão, em 1989, é convidado por Paul Enbel, director do Goethe Institut de Osaka, a construir e pintar papagaios de papel. Durante algum tempo, José de Guimarães trabalha segundo técnicas japonesas e cria a figura de D.Sebastião. Expõe individualmente em Tóquio, Chicago, Basileia, Los Angeles, Estocolmo e Salzburgo e participa em exposições colectivas na Dinamarca, Hiroshima e de novo em Tóquio.

Em 1990 é-lhe concedido pelo então Presidente da República Portuguesa, Mário Soares, o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique e vê várias das suas peças serem adquiridas por importantes instituições ou reproduzidas em cartazes, credifones, t-shirts, etc.

Em 1995, vive e trabalha em Lisboa e Paris.

Depois dos diversos acontecimentos que se sucederam em 1991 e 1992, entre os quais se contam a edição de um livro dedicado inteiramente à sua obra, as exposições retrospectivas na Fundação Calouste Gulbenkian e na Casa Serralves que integraram 30 anos de criação sua e outras exposições, nomeadamente, em Guimarães, José de Guimarães desabafa a Michel Baudson «senti-me esgotado, vazio. Decidi viajar e, depois de voltar ao Japão, partir para o México. Foi, para mim, uma revelação. Perante a arte mexicana descobri uma identidade de temas e uma identidade formal com os meus 25 anos de criações e vi-me confrontado com a significação profunda do conjunto da minha obra, cujo sentido me parece agora totalmente justificado no meu actual trabalho».

José de Guimarães entra assim numa nova fase de criação artística em que a cultura mexicana se identifica com a actividade criativa do artista. Foi, aliás, solicitada pelo governo mexicano, a execução de um painel de azulejos no Metropolitano da cidade do México.

De forma análoga, o Metropolitano de Lisboa no seu esforço de prolongamento de rede, convidou o pintor a decorar a futura estação de Carnide (estação seguinte à do Colégio Militar).